maio 19, 2010

Whiskey please, I need some whiskey please

Eu ando me machucando muito com esses pensamentos sobre o que foi e não será mais. Céus, sempre que penso em você brotam espaços em minha imaginação. Eu queria que tivesse dado certo, que nós estivéssemos juntos agora, mas... Fico pensando que não te confio mais e como ficar, gostar de alguém se confiança não existe? Não seria confiança o primeiro passo para o amor? Se é que amor exista. O fato é que te confinei tantos segredos, contei-te tantas histórias e elas agora parecem não me pertencer mais. Minha vida inteira passou dos meus para os teus olhos e todas as minhas memórias, agora desgarradas de mim, são de tua responsabilidade. Parece fácil, sendo elas memórias já meio esquecidas, mas devo advertir-te dizendo: boa sorte em tentar domá-las dentro de tua cabeça, só eu sei como o avulso delas me bagunçava os pensamentos, as palavras, as ações... Só eu sei como elas me bagunçam. E agora que você não vai mais estar aqui peço, não, imploro que as leve para longe de mim. Nunca mais quero rever esse filme dentro da minha cabeça, nunca mais quero sentir a dor delas perfurando todos os meus órgãos implorando por exteriorização. Só quero não senti-las mais, não quero mais matar todas as partes de mim para sufocar essa dor... Só quero sorrir novamente.


queen of the world - ida maria

março 05, 2010

eu não deveria fazer isso, mas confesso que de todas as conversas que já tive, de todas as discussões, as tragadas, as bebidas, os abraços e beijos, confesso que de todos os seus nunca vou esquecer. então leio as palavras que trocamos porque assim eu me sinto mais perto de ti, já que por tempos ruins que nos cercam agora a presença de uma na vida da outra vem sendo não existente. espero que aprecie os textos que eu colocar aqui. realmente espero. pois sempre que me encontro triste os leio e eles me ajudam como você sempre me ajudou e sei que sempre vai me ajudar. não é preciso dizer nomes. você sabe quem é, se chegar a ler isso.

para ouvir ao som de oasis - wonderwall



ela

‘E a saudade bateu em minha porta, como quem cobra conta, como quem quer acabar com economias e poupanças, mas eu jurei que seus beijos e abraços mandados ao vento receberei, terei de abrir minha janela diante de sol, luar e estrelas, estrelas belas estrelas, mas o luar, oh indigno, me atormentara como um cobrador noturno, o luar que carrega o brilhos de seus olhos, não posso ser atormentada pelo luar, minha janela então hei de fechar, sobrara para o sol, astro horrendo, dele tenho que escapar, ladrão de energias me acerta com tiros de esperança, catástrofe! Serei presa assim, julgada condenada e presa, mas se assim receber seus beijos e abraços, tratarei de arrumar minha tralhas, pois para prisão estou partindo.’


eu

não parta, não sem antes recebê-los

e receba-os bem, pois a viajem foi longa..

ela

entao receberei, e hei de abrir as janelas, enfrentando sol ou lua, bajulando estrelas, pois as saudades , essa sim, e a verdadeira punidora

eu

punição? Não mereces punição nenhuma, espero que não morra de saudades, saudade é sentimento bom, mas aperta e nos deixa fraco, vou tentar mandá-las mais rápido, não te quero ver sofrer, pois faça sol, faça frio, faça chuva elas sempre vão em sua direção, é o melhor caminho que conhecem.

ela

nao me veras sofrer, ao receber palavras tao belas, faça sol faça frio faça chuva, irei espera-las com um sorriso, sorriso de esperança, sorriso de criança, pois o azul lua, me lembra seus olhos, as lagrimas de chuva, seus traços, o sol se transforma belo ao me lembrar de seus sorrisos, ao receber o que me foi enviado, mandarei com igualdade, ou ate terei a ousadia de duplicar.

eu

Duplique-os então, me verás mais feliz que nunca quando souber que recebi de todo teu coração, o mais belo sinal de amizade, ou até mesmo de amor, duplique-os, pois assim saberás que eu serei sempre feliz ao saber que se importa comigo, que não me esqueceu, e se os céus te fazem lembrar-se de mim, os olhe sempre e assim saberás que eu sempre estarei com ti, pois ti para mim é sonho, é flor, é manha, é sentimento de liberdade e de vontade...

ela

Duplicarei, e te farei feliz, te ver sorrir e sonho realizado para mim, logo para mim que nunca acreditei em realidades acompanhadas de sonhos, te esquecer ja nao e mais algo possivel de se fazer, e nunca foi, minhas crenças gritam esbravejamquando ouso contraria-las, pensando que foi a quase 3 meses que te conheci, parece que minha alegria sempre foi ti, olharei para os ceus sempre que for possivel, e se nao for, destruirei qualquer barreira que tenha coragem de impedir, nem que isso custe minha vida, pois por ti, sou tao capaz que nao existe fim, nao existe fundo, tu es minha importancia, tu es meu sorriso, ,tues meu olhar, tu es aquilo que salva e me mergulha na euforia, tu es meu muro de maravilhas. Espero que saibas que tudo que sou pra ti, és pra mim, sempre que uma coisa vai volta, e você volta com uma intensidade magnífica, e me explode de felicidade, já não consigo mais viver sem tua presença, e minha crença também não me deixa largar de ti, é como água é para um humano qualquer, você é minha água, meu sol, meu ar, uma das poucas coisas que me deixam aqui, e espero que seja sempre assim, que seja infinito enquanto dure, não é mesmo? E se tiver algo que impeça de ser feliz eu destruirei essa barreira com ti pois ela é barreira sua e minha, seu peso é o meu e não o compartilho com mais ninguém a não ser você. Mas agora eu me vou, vou com dor no coração de te deixar pra trás, mas espero por ti outros dias, e dias mais alegres virão, confie em mim, e eu te mostrarei o caminho..



E como todas as outras vezes nos despedimos sem dizer nada, mas dizendo tudo.

ps: só para constar: conversa de msn.

para ler ao som de : time – pink floyd (se quiser cortar, a música mesmo começa depois de 2m e 30s. mas seria melhor pegar desde o começo. acredito. e aliás, escolhi essa música pois a escutava enquanto escrevia. só ela.)

E se ultimamente tivesse perdido o chão? Sabe? Como se flutuasse no céu em busca de nuvens para descansar. Mas não achava, não havia nenhuma nuvem. O céu estava limpo e eu continuava sem chão. E os dias, os meses, os anos passavam e eu não conseguia pará-los, não conseguia controlá-los, como um filme ruim rodando e rodando e rodando várias vezes em minha cabeça, sem conseguir tirá-lo. Sem nem ao menos conseguir verbalizar esse filme para ninguém, como se eu tivesse desaprendido a linguagem dos outros, como se eu tivesse desaprendido tudo. E não entendia o “por que?” não conseguir tirar tudo aquilo dos sonhos e pensamentos. Atormentando cada vez mais e mais. Sugando todas as energias do corpo, tudo que eu tinha e não tinha, tudo de interno e externo. Esse atormento vinha sugando toda a minha vida, vinha sugando minha energia e sugando meus pensamentos. Vinha me sugando. E esse vazio desesperador que ficava moendo e roendo minhas estranhas, esperando para serem jogadas para fora para enfim alimentar os outros para alimentar o que eles não tinham, dando para eles o meu interior sem pedir nada, sem receber nada de volta, como se depois de tanto usadas elas se tornassem desnecessárias, como se não valessem mais nada. A falta de ar, como se já estivesse fazendo efeito o desfeito das estranhas. A falta de sono a falta de fome a falta da falta. E vai surgindo e surgindo e surgindo e surgindo e surgdinso e sugirnso e sugnindo e sunfgodo e surginfo e surgindo e surgindo e não para e não para e não para e naão poara e não spaopa e não para. E nunca para. E nunca vai parar. A angústia, o medo. O medo. Não queria ter medo. Não queria mais ter angústia. Só queria ser feliz, só queria ser. Só queria mudar tudo e parar tudo e virar outra coisa, qualquer coisa que fosse, menos isso que sou agora. Mas não consigo, não consigo me mudar. Mas não para de surgir e surgir e sguir e sguirgi e surgir e sugir surgsir sye sugrir e surgir e não para e nunca vai parar. E vai me corroendo e mordendo e comendo por dentro, como um cachorro quando come um osso e vai me sugando como se fosse um vampiro procurando por sangue e nunca acha e nunca consegue e continua. O desespero. O medo. A agonia. Por que eu sinto como se tudo estivesse desmoronando? E fumo e bebo e penso e repenso em tudo, no que deu errado, por que deu errado? Não deveria ter dado errado, não era assim que era para ter acontecido. Mas na verdade, não importa nada disso. São tudo banalidades. Talvez eu não esteja mais em mim, não sei nem ao menos se algum dia estive. E se estive penso se conseguirei voltar ao que era antes. Mas o antes... O antes não passa de memórias e nós nunca podemos voltar. Desaprendi a me ver como antes e só tenho o agora. Eu não tenho mais nada. Só esse agora que desgosto. O agora que me mata e me suga e me atormenta. O agora do nada... O agora não me basta mais. E não sei o que me basta, não sei aonde procurar ou ao menos pelo que procurar. Eu não sei de mais nada. Eu só estou acabada.


"Alguma coisa explodiu. Partida em cacos. A partir de então, tudo ficou mais complicado. E mais real." c.f.a.

ps: definitivamente não é o meu melhor. mas sentia que estava na hora de publicar algo. acabei de fazer essa porcaria, então... bem. é isso.

fevereiro 24, 2010

Them Crooked Vultures - New Fang

“Tinha terminado, então. Porque a gente, alguma coisa dentro da gente, sempre sabe exatamente quando termina (...). Restava acender outro cigarro, e foi o que fez. No momento de dar a primeira tragada, apoiou a face nas mãos e sem querer, esticou a pele do olho direito. Melhor assim, muito melhor. Sem aquele ar desabado de cansaço indisfarçável de mulher sozinha (...)" Os Sapatinhos Vermelhos - C.F.A.


E ficava horas-à-fio parada em frente ao espelho tentando entender o próprio envelhecimento prematuro. Tudo jogado para fora, como se fosse mera ilusão do tempo. Mera insegurança da vida que destrói por dentro, sem deixar rastros vestígios pistas, fazendo de si, de nós todos marionetes. Do tempo, do espaço, do mundo. Todos perdidos no mundo sem saber para onde ir. E ia acumulando, toda aquela merda, toda aquela merda boiando ao nosso lado, ia acumulando. E bem como tudo isso que estava acontecendo tudo isso que se estava sentindo e ia se misturando com o gosto do álcool cigarro e ia dando uma náusea. Uma vontade de vomitar tudo para fora só para depois sentir o alívio. A bebida, o cheiro, o gosto. O gosto do cigarro, o cheiro. Tudo vem tudo aparece. E eu fico aqui, eu fico olhando as pessoas, estudando seus rumos, as palavras, os atos, tentando entender tudo. Mas tudo machuca. Tudo isso cara. Tudo isso machuca fundo fundo e já não se cura mais. Fica aqui a ferida aberta esperando para a próxima, a próxima vez que fará tudo desandar de vez. Que fará o rumo cada vez mais nublado, cada vez mais difícil de andar, difícil de suportar. Só queria esquecer tudo, só queria fechar a ferida, mas não vou, nunca vai acontecer, nunca vou esquecer. E tudo fica voltando, a ânsia o vômito para logo depois o alívio. Mas não passa. Essa vontade. Essa vontade de querer alguém, alguém que cuide que se importe. Mas era o querer de outro que incomodava por dentro. E não queria, não queria precisar de ninguém, não queria querer ninguém. Parecia inevitável o desejo do outro. Ia subindo junto com a náusea, junto com o vomito. Ia explorando todas as cavidades do corpo, os orifícios, os órgãos, os sentidos. Ia inundando tudo com a sujeira, com o nojo, com o vômito. Implorando por exteriorização. Mas não saía. Continuava tudo aqui dentro, perturbando, amassando, machucando, ferindo tudo. Tudo ia machucando e eu já nem sabia mais para onde ir, eu já nem sabia mais o que fazer. Toda aquela raiva, todo aquele ódio subindo com a ânsia, com o vômito, com o nojo. Tudo aquilo. Tudo aquilo. E nada.

Tenho os all stars pretos nos pés; sujos, rotos, mas tão meus que em tantas caminhadas da vida me acompanharam; e corro sem correr, mais alta que o chão, de braços esticados em direção à lua que do seu quarto minguante me sorri timidamente, e me espera, para danças de embalar e gargalhadas de peças de teatro dos Clássicos.

tempo mágico, este, em que as minhas asas de todas as flores - e as papoulas!, São tão as mais bonitas - ganham brilho e se soltam, e eu me perco por entre espelhos de mil cores diferentes que me refletem o que não sou e o que não tenho.

estilhaço o vidro com a pedra do meu coração. É que ele devolve-me a tua imagem que de tão presente em mim me parece tão distante, e eu não te quero ver mais. Quero apenas sentir teu sorriso, ser teus cabelos, amar a boca tua. Tudo de olhos fechados, porque tenho uma mão cheia de nada e outra de coisa nenhuma, e as horas estão a esgotar-se voam tal como eu, que vôo sem voar, sem destino de partida e sem porto de chegada.

amanhã vai tudo voltar ao normal. Eu volto a ser triste de cabelos de chocolate e bandeletes, tu voltas a ser feliz de rosto altivo e limão. Por isso, só por hoje, sonho, e danço, e rio, ao som das tuas palavras, aquelas palavras, palavras de arco-íris infinito, e sinto, apenas sentindo, que amar-te é sofrer; mas que amar-te é um vir a viver.

(triste ilusão a minha, que amanhã as nuvens dos teus olhos voltam a brincar comigo. vai ser sempre assim, não vai?)



ps: texto muito antigo... de 2008 ou de 2007...

fevereiro 18, 2010

Todo mundo vai embora...

Todo mundo vai embora e eu continuo aqui...

Todo mundo vai embora e eu continuo aqui, eu continuo aqui...

Eu continuo aqui...

Talvez quanto mais eu repetir isso...

Mais eu consigo me livrar disso...

Todo mundo vai embora...

E eu continuo transbordando reticências...


I'm so tired - The Beatles

fevereiro 16, 2010

"Desmorona o que outrora parecia segurança.
Mata os eternos, os pra sempres e o jamais.
É provação para o amor e para a tristeza.
Tudo cura, tudo extingue, tudo!"

Outro que não é meu... Achei por aí, jogado pelos cantos. Lindo, lindo.
enfim...