dezembro 24, 2009

“People used to say i would go insane if i didn't learn how to feel. well tell me what's so great about feeling, cause i finally let myself and it feels like my heart has been completely ripped out...Then i must be delusional cause i could swear you felt the same way about me....” shane mcCutcheon...




dezembro 22, 2009

Sabe-se lá como conseguimos chegar a este momento desesperador… A separação entre dois corpos tão unidos, que sempre, por mais que se lute do contrário, chega a matar tudo de belo que já veio a existir. Os momentos passam e tudo o que resta são restos de uma história suja. Por vezes me pego pensando o que deveria ter feito para ter feito nossos destinos correrem de maneira diferente, talvez devesse ter sido mais explicita de como meu amar você chegou a me corroer pelas estranhas até o mais alto de minha pele e de como você me doía tanto, e mesmo com todo esse desespero dentro dentro do meu ser te queria perto perto de mim. Eu tinha tanto medo, medo de você querer fugir e se esconder por debaixo de toda nossa sujeira de toda nossa podridão. Tinha tanto medo de você ver somente os lados ruins ou acreditar que nós nunca iríamos dar certo... Foi ai que então em nossos últimos desabafos, um para com o outro, definharam exatamente nesse caminho mal resolvido que passamos, esses caminhos sujos. Toda essa insensatez de palavras mal elaboradas toda essa brutalidade que acabaram por acabar por tudo, você nem sabe, mas elas me doíam mais do que o amor que cheguei a sentir por você. Digo que te amava de um aspecto autista, pois se me comovia quando estavas descabelado, a babar na fronha ou quando lambia a tampa do iogurte ou até nos gestos mais grosseiros, eram essas as coisas que me pesavam, mas me faziam ver que todo o seu você me derretia por dentro e que me fazia sonhar sobre dias que nunca nem iriam acontecer, dias que planejei todos ao seu lado compartilhando cada sorriso, cada abraço, cada saudade. E então falamos e fizemos coisas que não devíamos, acabamos por destruir algo que poderia ter sido tão admirável. Mas esse sentimento altruísta de querer tudo e não dar nada sempre destrói qualquer um, mesmo que com a remota chance de sentir-se cuidado e fazer o outro sentir-se assim também. Penso, por vezes, de como você me fazia bem, tanto que chegava a ser ruim. E mais uma vez me pegava pensando e sonhando acordada em você. Agora que todo esse amor desesperador acabou que toda essa sujeira foi finalmente limpa e os pedaços despedaçados foram finalmente colocados juntos percebo que eu nunca seria para você o que você chegou a ser dentro de mim. Aquela última conversa veio e foi como num piscar de olhos e de toda essa lambança que fizemos não consigo, nem quero mais, te ver como te via antes.

‘Depois que colocarmos os pingos nos ‘is’ tudo estará acabado, e eu não quero que isso aconteça, então vamos ficar assim em silêncio porque depois que toda essa conversa acabar, vai tudo acabar, os restos serão jogados as tralhas e vivenciaremos essa dor muito diariamente dentro de nós. Eu queria tanto ser em você tudo o que você significava nas minhas imaginações, eu queria tanto tanto que você me visse como eu te vejo. Mas toda essa lambança que fizemos destruiria qualquer coisa que pudesse vir a ser e é disso que mais me arrependo. ’

Você era como uma heroína para mim, você sustentava o meu vício e eu assim o fazia arder dentro de mim por um longo tempo, até que trocássemos novamente os olhares, as perguntas, os braços e abraços, ficando finalmente em silêncio aconchegante. Hoje eu sei que, provavelmente, você nem sabe que tenho saudades e que ainda penso em ti. Mesmo que os pensamentos não sejam tão ternos quanto antes, mesmo que as imaginações não te tenha mais tão presente. Acha que está tudo bem? Ainda não sei dizer com certeza. Aos poucos, parecemos estranhos, um ao outro, e pergunto-me se, na verdade, alguma vez nos conhecemos. Mesmo assim, meia centena de semanas depois não podem voltar.
Estes céus unidimensionais, perfeitos em sintonia, adequados aos meus gritos. Peço-te que me ouças, podes tu perder um segundo comigo? Não distingo as cores, muito menos os sons. Não percebo as teorias, as equações indeterminadas, mas tudo faz parte da caminhada, não faz? Então suspiro e remexo consciente e passionalmente nos segredos da minha voz... Quero viver, mas não presa a alguém, quero poder sentir-me, ó como o quero tanto! E a luz foge ou, talvez, sou eu quem a deixa cair por entre as mãos mal fechadas. E, tu, pertences tanto à claridade como à noite. És tão onipresente. Vejo-te em qualquer lugar, sem mesmo o querer... E, ao anoitecer, é essa incandescência que me traga e devora, me consome e me perturba e me cala com tamanha escuridão alumiada.

texto velho.. :D

dezembro 21, 2009

Caindo. O mundo fica girando. Tudo está errado e mesmo assim não tem nada que importa. Eu não consigo aceitar os fatos. Eu não consigo achar as respostas. Sim? Não? O mundo está ao contrário? Porque tive que olhar? Porque tive que amar o que vi? Jamais vai acontecer, a coisa que mais quero. A coisa que devora meu interior que morde quando eu sonho em ter mais. Eles mentiram os livros, os filmes. Eles prometeram a lua, mas não me deram nem as estrelas. Então eu enrolei na noite, desejando que pudesse segurar a luz da lua em minha mão. Mas a verdade é que, você não pode capturar a luz da lua, você não pode segurar seus sonhos. Desejos não são sempre concedidos. Não existe amor sem aflição.
E mesmo que as lágrimas encham meu coração eu sempre soube que fingi, esperei e pintei figuras de felicidade diante de meus olhos, mas sempre soube. Sempre. Levanto-me somente para cair novamente. Então qual a razão de levantar?


amigo é para essas coisas - mpb-4

chão de giz - zé ramalho

Sempre pensei que tudo fosse fácil e que todas as ações, palavras e mentalidades fossem tão claras e previsíveis como o mar ser salgado. A cada momento e segundo em que me perco e liberto no remanso da confusão e do conceito de abstrato tão perfeito e tão ilusionista que me fizeste ver através dos teus olhos, do teu tacto e das tuas palavras, enxergo a realidade que me contempla. Sei que ela me olha de alto a baixo e deseja ser como eu, mas não consegue ser tão incompleta, de meias palavras e inacabadas profecias, porque, tal como tu, amo a imprevisibilidade e a capacidade de nada planear.
Não me perco, porque me oriento. Levo-me pela maré e sei que a algum porto irei dar, pois viver não se baseia em ideais e objetivos arquitetados e desenhados ao máximo rigor como que a perfeição existisse (que absurdo!).
Mas... Não fujas, não tenhas medo de seguir-me por este caminho, labirinto, pleno de prazeres indeléveis, que consegues guardar, especiais e eternos de fato vivos.
Eu sou assim, sem saber como te orientar e sei que apenas te posso puxar e arrastar-te pelo areal coberto de pequenas conchas reluzentes à luz do sol, apenas te posso salpicar com a água aquecida, apenas te posso... Apenas... Sim, eu sei isto não passa mais do que um apenas desejado, mas que não pretendo idealizar nem imaginar.
São estes momentos, em que me perco no que quero e no que imagino e as palavras não passam mais do que palavras e não atos que desejo fazer, são esses momentos que me perco na relva dos sentimentos por ti e que me esqueço de que nada... Nada passa dessa mera ilusão de que um dia as coisas possam ficar diferentes e que nos iremos encontrar e dizer coisas que sempre queríamos, enquanto isso, nesse meio tempo, ficamos indecisos de corações apertados esperando que talvez o destino venha a mudar ou que nós, por nossa vez, o possamos mudá-lo. Mas nada passa dessa imaginação, ou desse querer. Continuamos agindo pelo fato de que quando é para acontecer acontecerá, a pergunta seria e quando não era para acontecer e acontece? Seria um simples erro carnal humano? Significa que nós estamos burlando ou mudando as leis do que era realmente para acontecer? Será que nos deixamos várias vezes acontecer sem que fosse para acontecer ou será que nós cortamos e mal pela raiz antes de virar algo irremediável? Será que temos o poder de não deixar acontecer ou será que quando nos damos conta já está acontecendo?
São essas perguntas, sem decisão, essa incerteza que amo, mas às vezes, acredite se puder, gostaria de ver em ti uma previsibilidade que não consigo encontrar em mim, mas somos iguais com os mesmos sonhos e os mesmos desejos, ou somos totalmente diferentes. Não consigo deixar de esquecer o fato de que ainda não te consigo esquecer e que como... Ah, como você me dói dentro dentro de mim. E penso que uma palavra de qualquer um de nós poderia mudar nosso destino, mas acontece que elas já se modificaram e eu fiquei aqui parada no tempo esperando o dia em que você vai aparecer em minha porta e dizer o quanto queria que nós déssemos certo. Então, como ambos sabemos que isso é impossível continuamos a viver nossas vidas separadas, eu aqui e você ali.


tá uma merda, mas foda-se :D

dezembro 20, 2009

Ansiava pelo dia em que poderia respirar e sentir-se livre! Sim, dizia ele, aquele homem que há muito esperava sentado e fechado, e nada mais falava! Enquanto ele falava, eu trocava olhares com ela e sorriamos como quem guardasse segredo. Sorriamos do velho que nos contava histórias e nos falava como a vida era ou de como dizia que a liberdade era algo profundo, era certa magia de suster o ar (sim, suster e não reter, como sempre nos corrigia) e, depois, libertá-lo pensando na perfeição da liberdade imperfeita. Uma perfeição quase imperfeita porque simplesmente somos humanos e nada sabemos sobre a vida ou sobre o mundo, dizia ele, talvez por sermos jovens ou quem sabe por parecermos estúpidos. “Nunca argumente dizendo que já aprendeu a viver”, ensinava-nos o velho sábio, culpado por coisas que talvez não houvesse feito, por coisas que almejava por fazer, mas acontecimentos da vida o impediram ou, quem sabe, por falta de coragem de seguir o que lhe estava determinado... Ensinou-nos, também, que a sua imagem da liberdade era como quando uma criança ia pela primeira vez à escola. Eu perguntei o ele o que queria dizer com aquilo enquanto ela me olhava com uma cara de “pare de fazer perguntas, tenho compromissos” e eu respondia a ela com um sorriso e logo me punha a olhar para o velho sábio. Ele me explicava que a primeira vez que uma criança entra na escola pode sentir, inicialmente, medo e receio do que a espera ali do outro lado dos portões, sente também certo desconforto de não conhecer ninguém ou de ficar a deriva do isolamento, no entanto rapidamente se habituaria à idéia e saberia que ali é de certa forma livre, não saberia dizer como ou por que, mas uma liberdade de não ter a obrigação deixada por aqueles que o trouxeram ao mundo. É livre porque se tornou em alguém que depende de si mais que nunca, e não da gente grande, não das pessoas que comandavam sua vida. Então eu pensei que poderia me considerar assim. Que poderia me considerar uma criança que estava chegando à escola. Então eu ria-me, por vezes, e ela fazia cara de apressada olhando o relógio a cada cinco segundos. Não sei por que, mas ele me dava à curiosidade, talvez pela forma como ele tratasse as pessoas. Para ele, a gente ou era grande ou pequena... Não muito pequena, nem muito grande; simplesmente pequena ou grande. O meio termo era algo que resultava da incerteza, da insegurança de poder ou não poder. Do medo. E medo não era coisa de gente grande. Pelo menos não para ele.
Fomos embora depois dessa explicação iluminativa. Tentei convencê-la a ir a um bar comigo, qualquer bar, mas ela disse que tinha coisas que precisava fazer. Como toda noite. Ela nunca me falava o que era apesar de eu já saber. Nos despedimos. Eu com um sorriso na cara, mas com os olhos de quem não queria me separar dela e ela sempre com a mesma cara. Aquela que eu não conseguia decifrar. Então me sentei numa mesa de bar e escutei as sonoridades que por ali passavam e completando àquele silêncio. Olhava para as coisas e as pessoas ao meu redor enquanto me deliciava com o Uísque que tinha em minha mão esquerda e um cigarro quase apagado na mão direita. Olhava para a rua e os carros passavam tão rápidos. Não sei o porquê, mas desejava uma batida de carro, ou um acidente qualquer, alguém atropelando outro alguém, um ônibus passando em cima de algum pedestre, qualquer coisa, só para notar as pessoas correndo desesperadas, curiosas para saber o que se passava o que acontecia e o porquê de estar acontecendo. Porém nada. Nem uma batida. Nem um atropelamento. A vida continuava e os carros, ônibus e pessoas continuavam passando em frente àquele bar de esquina. Senti então um aperto no peito. Um sentimento desconfortável, como de alguém que não tinha ninguém por perto, para conversar ou para desabafar ou só para ficar em silêncio ou para me dizer que tudo ficaria bem que eu não precisaria me preocupar com nada e que me abraçaria e me passaria um sentimento de aconchego. Foi então que me lembrei de você. Lembrei-me que tu sempre foras alguém de coragem. Que quando queria algo sempre conseguia. Pode-se dizer que era o meu oposto. Então bebi mais e acendi outro cigarro, para ver se o tempo passava, para ver se você voltava dizendo “Escuta só. Eu tinha um compromisso, mas resolvi desmarcar, só para ficar ao seu lado.” ou algo como “Um dia desses seus vícios ainda vão te matar.” e me olharia com aquela cara que sempre fazia, soltaria um sorriso e puxaria uma cadeira só para ficarmos em silêncio um ao lado do outro, bebendo e fumando. Acredito que mesmo em silêncio você me compreenda como ninguém. Acho que era esse o motivo de eu sempre estar a sua espera. E as horas foram passando, e os carros assim como as pessoas já nem por aqui cruzavam e aquele som de passos, buzinas e carros que antes iluminavam minhas idéias agora vinha como um silêncio súbito, quase ensurdecedor, quase que agonizante, então fechei os olhos e traguei meu cigarro sentindo a fumaça descer pela minha garganta e um relaxamento tomar conta do meu corpo enquanto o calor do cigarro começava a queimar levemente meus dedos. Tentei não me concentrar no silêncio que me desesperava. Imaginei coisas que meu eu inconsciente nem pensaria que existisse, coisas diabólicas, coisas sem sentido, coisas agradáveis como tardes de sol no parque ao seu lado. Então me senti triste e sozinha, por não ter ninguém ao lado e desejei, por um segundo ou menos, que um carro passasse só para que pudesse me jogar em frente dele. Resistiu. Sacudiu a cabeça e tragou mais uma vez o cigarro. Resistiu à idéia de suicídio. Pois era madrugada, pois daria trabalho levantar-se da cadeira, pois naquele momento já não fazia mais sentido essa idéia. Então voltou a pensar em nada e a cada minuto que passava era mais uma tragada no cigarro e um gole do Uísque, só para sentir mais uma vez o calor descendo pela garganta e chegando ao estômago esquentando tudo por dentro, só para preencher o que você não vinha me oferecer. O seu calor. A única coisa que necessitava.
Queria levantar dali. Queria sair e ir ao seu apartamento e bater na sua porta e te dizer tudo o que sentia e tudo o que me parecia e como você me fazia falta. Como você me instigava curiosidade e que eu te amava. Então sentiria um frio na barriga e um medo, medo de rejeição, medo de você não sentir nada do que eu sinto. Então continuei ali, com meu copo quase vazio, de uísque e com um cigarro quase acabado, em minha mão. Continuei ali a me lamentar e por um momento, pude sentir mais ainda aquela solidão e pensei em chorar, ou gritar, ou qualquer coisa que pudesse me aliviar daquela dor que você me proporcionava. Então levantei e pensei decidido que iria ao seu apartamento e falaria tudo o que viesse a cabeça. Então me sentei novamente, mais decidido ainda, e pensei que você provavelmente estaria com alguém lá. Talvez pelo fato de que você não conseguia passar uma noite sozinha, por ter medo da solidão, por ter medo de ficar carente ou só porque gostava de um corpo estranho em sua cama toda noite. Então me decepcionei novamente. Por não conseguir te falar o que sentia. Por não ser o corpo que te esquentava toda noite. Acabei tomando mais um copo de Uísque e acendendo mais um cigarro. E fiquei sentado ali, esperando o sol nascer para ir ao lugar que chamo de casa, esse era o sinal claro de que precisava me retirar daquele lugar. Então fui embora para minha casa e novamente começavam a passar carros rápidos e desrespeitosos e pessoas, todos com caras confusas de sono, de quem desejasse não fazer nada àquele dia e sim ficar trancado em casa lendo um bom livro tomando um bom conhaque e escutando um boa sinfonia com seu amado. Talvez era isso que eu queria.


nada de novo para postar... continua (?)

dezembro 11, 2009

Eu tenho muito medo de perder as pessoas... Ou que elas levem alguma parte de mim quando me deixarem. Eu tenho medo de olhar no espelho e ver meus olhos sumindo em lágrimas, minhas mãos trêmulas e meu corpo fraco. Eu tenho medo de que meu chão suma dos pés, tenho medo de muita coisa. Acho que é isso que faz com que eu não tenha vontade de ficar apaixonada. O medo de perder, tal como aconteceu uma vez. Não deixo ninguém tocar fundo no meu coração, nem fazer meu sorriso mudar. Talvez um dia eu encontre alguém capaz de mudar tudo isso e fazer-me acreditar que vai dar tudo certo. Que me abrace, me proteja e diga que vai sim, dar tudo certo. Até lá, eu continuo com a merda do meu individualismo e a vontade de continuar só.



"Palavras não descrevem os olhos, as bocas, os braços e abraços, nem a alegria até então desconhecida, surgida de um (re) encontro. Pra quem, há dias atrás, refletia tanto as obras do acaso, hoje compreende que realmente, o acaso não passa de um simples nada, e acredita em algo bem maior que isso. Que levará a um próximo reencontro, sem sombra de dúvidas. Mas até lá, todas as músicas cantadas estarão na mente, todos os sorrisos que ainda não acreditavam no que estava acontecendo, todos os olhares que transpareciam toda a magia do momento." c.f.a.


acho que por enquanto só os textos velhos. depois os novos.