janeiro 31, 2010

Eu ando me machucando muito com esses pensamentos sobre o que foi e não será mais. Céus, sempre que penso em você brotam espaços em minha imaginação. Eu queria que tivesse dado certo, que nós estivéssemos juntos agora, mas... Fico pensando que não te confio mais e como ficar, gostar de alguém se confiança não existe? Não seria confiança o primeiro passo para o amor? Se é que amor exista...

janeiro 29, 2010

tá ridículo. mas... fazer o que. aconselho a não ler. :B



Enquanto ela falava sobre seus medos, sobre seus desejos, sobre tudo que passava por sua cabeça, só me restava escutar pacientemente. Adorava ouvi-la. De certo modo era reconfortante, mesmo com as histórias tristes, que me deixavam tão triste quanto poderia ver em seus olhos. Queria tomá-la em meus braços beijar sua cabeça e dizer como eu nunca iria machucá-la, nem nunca fazer mal a ela. Como depois desse abraço todas suas angústias sumiriam, como eu gostava tanto tanto dela. Mas as palavras não são tão fortes quanto às ações, as palavras não significam nada. Ela me deixava feliz. Eu gostava de estar ao lado dela. Me ocorreu, então, que ela confiava em mim. Por me contar tais coisas, que ela dizia nunca ter contado para ninguém. Que eu era especial. E aquilo me deixava tão feliz. Falava tudo isso para ela. Queria que ela se sentisse segura. Queria que ela soubesse tudo. Que pensava. Não me importava mais. Ela era diferente. E era isso que me dava o interesse em gostar dela. Perguntei aonde ela queria ir e ela disse: vou a qualquer lugar com você.

Minha boca abria e fechava soltando sons e palavras que antes só poderiam ser conhecidos por papel. Queria que ele soubesse de tudo, como nunca quis que outro alguém soubesse. Contei minhas histórias, meus medos, meus desejos. Eventualmente ele saberia tudo sobre mim. Eu tenho tanto medo. Mal ele sabe como tenho medo. Medo de me entregar, medo de ele me machucar. Apesar das diversas vezes que me disse que nunca iria. Eu queria acreditar, mas minha vida não passa de decepções, um mar de mentiras de sujeira, e ele sabia de tudo da decepção constante, seja comigo ou com os outros. Eu gostava dele. Mas nunca seria a primeira a falar. Eu queria ter certeza primeiro, de que se eu me jogasse do precipício ele estaria caindo ao meu lado, ah, gostar de alguém é sempre tão complicado. Mas, para ser sincera eu me sentia tão confortável com ele... Eu queria que ele soubesse de tudo eu queria saber tudo. Mas acho que ele tem medo. Medo de eu mudar para outra. O que é compreensível. Eu fiquei feliz de ver que ele se interessava. Eu gostava dele. Eu realmente gostava. Mas eu não queria que esse sentimento passasse, nem por um segundo. Como não gostar do que via? Eu me encantava. Ele me perguntou aonde queria ir e eu disse que a qualquer lugar que ele fosse. Não sei por que disse isso. Mas eu sentia isso. Mas queria que ele soubesse. Eu queria que ele soubesse...

janeiro 06, 2010

E então eu vejo, revejo memórias passando pela minha cabeça como se fossem novas. E então todos aqueles sentimentos já esquecidos, já enterrados voltam para me assombrar de uma jeito quase que impossível. O quase amor, a ferida ainda aberta, tudo me machucava tanto por dentro. Por que tive que começar a me derreter novamente? Por que tive que gostar, tive que apreciar o que meus olhos projetavam como imagens? Por que tive... que me entregar? O que isso trás de bom? Tudo dói e eu já nem sei mais para onde ir. Eu só queria que não tivesse acontecido, as palavras trocadas, os olhares correspondidos, o gostar do outro. Tudo isso ardia, ardia à ferida que fora deixada aberta há pouco tempo. E a notícia que viria despedaçar mais ainda os pedaços recém colados, a notícia que faria todo o conto de mágica virar em poeira antes mesmo de ter começado. Não posso fazer nada, não posso te pedir para não ir, não se pode aprisionar o que não quer mais ficar, não se pode aprisionar algo que precisa ser livre. Foi o que me fez te querer tanto, a sua necessidade de querer ser livre, de querer ir embora, e são esses pedaços que gostava tanto que me machucam agora. Só queria que não tivesse acontecido. Queria não ter te gostado tanto. Queria não ter vivido esses momentos, que agora me cortam em pedaços. Por que tive que amar o que vi? Cada vez eu percebo que o gostar do outro realmente é falta de QI.

"Tô exausto de construir e demolir fantasias. Não quero me encantar com ninguém." c.f.a.

Nada vive no lugar que realmente deve viver. Nada corre como deveria correr... Nem o tempo. Os ponteiros se movem como se houvesse uma ciência nada exata que confunde, que atrapalha, que impede. Os dedos são rápidos, mais do que deveriam. Mas são rápidos sem saber, sem perceber. Eles apenas tocam letras, tocam pessoas, tocam coisas e deixam marcas. Simples dedos deixam marcas, simples sorrisos deixam marcas, simples fios de cabelos perdidos deixam marcas. As palavras... Palavras são as piores marcas que podemos carregar. Elas ardem, elas queimam, fervem... Até o ponto crítico de nos acostumarmos! O costume com feridas é o que mais mancha a pele. A pele interna. O que nós somos. Viramos algo sem sentido e sem razão, que vive por viver! Que tem vontade - mas não coragem - de morrer. Tudo dói, tudo fere, tudo machuca... Tudo faz com que as marcas piorem cada dia mais. Tudo faz com que os sonhos sumam, com que os olhos embacem e com que as olheiras fiquem em um tom de roxo que já não se define se é maquiagem borrada ou algo natural. Então você se pergunta onde anda sua alma e em que esquina ficaram seus sorrisos. Em que posto foram vendidos seus pensamentos, em que água se afogou seu eu. Em que inferno queimaram suas palavras, em que vida ficou a sua...




'said if you won't save, please don't waste my time' (8)

janeiro 02, 2010

vamos dizer assim: que é um mistério. e por assim fiquemos talvez com uma sincera e não covarde tentativa de simplificar. embora, haverá aquelas noites que não nos contentaremos com o fato de não entender metade disso, e então, volveremos a esse auto-interrogatório por horas, incessantemente, depois de passar por todas as hipoteses, até aceitar mais uma e pela última vez, que não entendemos nada disso e tentar entender é bobagem. pois então simplifiquemos, deixando ser. e caso isso não tenha sido esclarecido e bem de longe algo semelhante com aclarar, não te acanhe, provável que tua vez não chegou, ou talvez nem de perto haja uma. de qualquer forma, sozinho não tem como deixar ser.


não é meu, não sei de quem é, mas achei interessantíssimo.

Eu quero me separar dele. Eu honestamente não entendia o ‘por quê’ de ela me contar essas coisas. Queria ela me dilacerar em mil pedaços? Como me deixava triste ver que tudo que eu acreditava de dois anos para cá veio despencando de minhas certezas e virando pequenos pedaços desfeitos no chão. Eu não sei quanto tempo mais eu a agüento. Acho que era uma disputa. Algo meio juvenil. Eles estavam tão dentro de si mesmos que não ligavam mais para os danos que colocavam dentro de mim. Eu via esse relacionamento deles e imaginava todos os meus chegando a esse fim. Era de fato triste. Antes eu me importava mais. Me sentia na obrigação de me importar ou de, ao menos, tentar resolver. Mas não conseguia achar nenhuma solução. Chorei por dias. Ninguém entendia por que. Nem eu sabia se compreendia. Era como se tudo isso me deixasse sem chão, não sabia para onde correr. Toda a minha vida foi feita a base de ilusões de que relacionamentos na verdade dão certo, quando ‘felizes para sempre’ deixava de ser uma realidade. Não era perceptível. Eu me sentia desamparada. Eu não entendo. Vulnerável. Eu queria ser mais forte, queria poder não me dilacerar antes. Exausta. Estou exausta de me sentir despedaçada com esses pequenos pedaços que não machucam os outros, ou machucam, mas que não se deixam transparecer. Talvez seja fraqueza, mas que seja então. As brigas, os detalhes, as palavras ditas os feitos, todos contam no final sempre do lado negativo. Eles não se importam e eu não deveria também. Deveria? Para que me machucar se logo depois as coisas sempre se acertam? Para que sofrer antecipadamente sem saber o final? Por quê?



dream on - aerosmith


ps: não ando escrevendo bem, pois como disse uma escritora na qual gosto muito ' quando começamos a gostar de alguém, é notável pelo modo como a escrita muda. você percebe que quando não se gosta de alguém, expressar sentimentos não existentes é muito mais fácil. quando se gosta fica difícil escrever coisas que pareçam, de fato, reais.'

É cruel lembrar que um dia eu já tive algo cheio. É cruel parar, pensar, tentar sentir algo e só sentir o vácuo batendo entre as paredes frias e impenetráveis de um peito... Vazio. O vazio não é algo controlável. Ele começa a entrar na sua vida e então, quando vês, já és o completo vazio. Já tens a alma fria, fechada... e vazia. Tens os pensamentos em plena ordem de loucura. Ah, a loucura... seria eu louca o suficiente para afirmar com tanta convicção que é a loucura que me invade? Ou sou apenas uma escritora perdida e sem ninguém que decide tirar suas noites chuvosas e escuras para escrever sobre algo que não é? Talvez eu pense em ser ou talvez já o seja de tanto falar sobre. Talvez eu pegue as fotos com algumas pessoas do passado e fique imaginando com quem estão agora e o que estão fazendo. Abusando de uma completa sanidade e diversão, enquanto eu estou aqui, num bloco de notas de um blog mofado, escrevendo sobre o que eu acho ser... ou me transformei em outra pessoa quando digitei a primeira letra e escrevo sobre esta pessoa. Cujas características físicas são as mesmas... as duas pessoas, eu e ela. Somos iguais fisicamente. Mas psiquicamente somos tão diferentes... e ao mesmo tempo tão iguais por sermos duas em uma pessoa só. Loucura... que há de ser de nós, constante loucura, quando nos descobrirem?


"Loucura, eu penso, é sempre um extremo de lucidez. Um limite insuportável". c.f.a.