janeiro 06, 2010

Nada vive no lugar que realmente deve viver. Nada corre como deveria correr... Nem o tempo. Os ponteiros se movem como se houvesse uma ciência nada exata que confunde, que atrapalha, que impede. Os dedos são rápidos, mais do que deveriam. Mas são rápidos sem saber, sem perceber. Eles apenas tocam letras, tocam pessoas, tocam coisas e deixam marcas. Simples dedos deixam marcas, simples sorrisos deixam marcas, simples fios de cabelos perdidos deixam marcas. As palavras... Palavras são as piores marcas que podemos carregar. Elas ardem, elas queimam, fervem... Até o ponto crítico de nos acostumarmos! O costume com feridas é o que mais mancha a pele. A pele interna. O que nós somos. Viramos algo sem sentido e sem razão, que vive por viver! Que tem vontade - mas não coragem - de morrer. Tudo dói, tudo fere, tudo machuca... Tudo faz com que as marcas piorem cada dia mais. Tudo faz com que os sonhos sumam, com que os olhos embacem e com que as olheiras fiquem em um tom de roxo que já não se define se é maquiagem borrada ou algo natural. Então você se pergunta onde anda sua alma e em que esquina ficaram seus sorrisos. Em que posto foram vendidos seus pensamentos, em que água se afogou seu eu. Em que inferno queimaram suas palavras, em que vida ficou a sua...




'said if you won't save, please don't waste my time' (8)

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